A base do governo no Senado preparou uma ofensiva para minar a CPI da Covid. Obstruções regimentais, assinaturas em uma CPI alternativa e pressão para que não sejam indicados membros por parte dos partidos são algumas das estratégias usadas por líderes do governo federal e bancadas aliadas.
Em paralelo, uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) tenta construir maioria para o plenário decidir que a comissão só precisa ser instalada após o fim da pandemia de Covid-19. A ideia, porém, enfrenta resistência dentro da corte e ainda não há consenso sobre o tema.
O governo teme que a investigação sobre a condução do combate ao novo coronavírus pelo Executivo desgaste ainda mais o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), leve a uma queda de popularidade e até mesmo que ele possa ter que vir a responder por eventuais crimes cometidos.
Por isso, aliados do presidente montaram uma força-tarefa para minar a CPI. Em uma frente, senadores vão apresentar uma série de questionamentos durante a sessão marcada para as 16h desta terça para evitar que Pacheco leia o requerimento de criação da comissão.
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