Segundo o banco, essa foi sua maior emissão de um "outcome bond", em que a instituição garante o título, eliminando riscos para o investidor relacionados ao montante principal. O título de 2033 oferece a investidores um retorno vinculado à criação de unidades de remoção de carbono a partir de iniciativas de reflorestamento na Floresta Amazônica brasileira, disse o banco.
O Banco Mundial disse que essa emissão marca o primeiro título a vincular os retornos financeiros dos investidores à remoção de carbono, uma diferença em relação a acordos anteriores vinculados à venda de créditos de carbono provenientes de emissões evitadas. Cerca de 36 milhões de dólares serão direcionados a apoiar as atividades de reflorestamento da Mombak, uma empresa brasileira que trabalha com proprietários de terras para replantar espécies de árvores nativas na Amazônia. Separadamente, a Microsoft concordou em comprar unidades de remoção de carbono.
No título, o principal é 100% protegido e os 225 milhões de dólares arrecadados serão usados para apoiar iniciativas de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial em todo o mundo, informou a instituição. A emissão tem um retorno anual mínimo garantido de cerca de 1,745% e de até 4,362% se os projetos tiverem o desempenho esperado, de acordo com o Banco Mundial. "Conforme demonstrado pelo nível histórico de participação na transação de hoje, investidores privados estão ansiosos para conectar seu retorno financeiro a resultados positivos de desenvolvimento na região amazônica", disse Jorge Familiar, vice-presidente e tesoureiro do Banco Mundial.
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