Integrantes do governo e aliados no Congresso atuam para barrar a tentativa da oposição de elevar o valor mínimo do Auxílio Brasil, hoje em R$ 400 graças a um benefício adicional temporário criado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para atravessar o ano eleitoral.
A justificativa de aliados do governo é que qualquer R$ 1 a mais no valor inviabilizaria a sanção da lei pelo presidente. Do contrário, sua candidatura ao Planalto ficaria sob risco, já que a lei eleitoral proíbe a ampliação desse tipo de benefício no ano de realização do pleito.
Um eventual veto à lei, para evitar o conflito jurídico, acabaria devolvendo as famílias à realidade anterior, com um pagamento médio na casa dos R$ 224,41. Na prática, significaria um corte no benefício da população mais vulnerável num momento em que a alta nos preços de alimentos já pressiona o bolso dessas famílias.
Diante do risco, o governo deflagrou uma estratégia para tentar convencer os deputados favoráveis ao aumento de que a pressão pode acabar surtindo efeito contrário, reduzindo o benefício das famílias.
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