Cerca de 1.200 palestinos foram obrigados a deixar suas casas em Hebron, na Cisjordânia ocupada, segundo uma autoridade palestina. A operação militar israelense começou após um ataque realizado por dois homens armados contra um posto de controle, que resultou na morte de dois soldados israelenses. O Exército de Israel informou que a ação tem como objetivo localizar combatentes e armas nos bairros de Al-Jaladah e Ein Deir Baha e que também prevê demolições.
A Autoridade Palestina criticou a operação e classificou a ação como “punição coletiva”. O chefe do município de Hebron, Yousef Zouhair Al-Jabari, afirmou que outras 1.300 pessoas correm o risco de perder suas moradias. Moradores relataram que casas, lojas, fábricas e estradas foram destruídas e disseram que famílias sem ligação com o ataque também foram obrigadas a sair de suas residências.
O Clube dos Prisioneiros Palestinos, organização não governamental, informou que cerca de 70 palestinos foram detidos pelas forças israelenses na sexta-feira e no sábado. Além disso, bloqueios em entradas de cidades e vilarejos da Cisjordânia têm restringido a circulação de moradores, inclusive o acesso a serviços de saúde. As autoridades israelenses não haviam comentado as detenções relatadas pela organização.
Fonte: Reuters.
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