O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, deve prestar depoimento na CPI dos Atos Antidemocráticos em uma reunião fechada. A decisão foi tomada após um pedido do presidente da Comissão, Deputado Chico Vigilante, e assinado pelos cinco membros da CPI. A reunião reservada ocorrerá no dia 16 de março, com a presença apenas dos membros da CPI.
Torres teria direito de não comparecer ao depoimento, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que o ex-secretário ficasse em silêncio durante a sessão. A defesa do acusado solicitou que o depoimento fosse feito de maneira fechada, para evitar exposição na mídia.
O Deputado Fabio Felix votou a favor do pedido, mas ressaltou que o depoimento fechado não deve se tornar rotina nas CPIs, pois são assuntos de interesse da sociedade. Torres está preso desde janeiro, sendo investigado por suspeita de omissão durante os atos golpistas em Brasília.
Além disso, a Câmara Legislativa do DF também aprovou a convocação de outras autoridades, como a subsecretária de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do DF, Cintia Queiroz de Castro, para prestar depoimento na CPI.
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