Uma recente pesquisa conduzida pelo Laboratório de Pesquisas e Análises Sociais (LEAS) da Universidade Adolfo Ibáñez (UAI) revelou um quadro preocupante sobre a ascensão do populismo no Chile. Contrariando a noção de que preferências políticas poderiam modular a adesão ao populismo, a pesquisa constatou que chilenos de todas as orientações políticas alcançaram uma média de 3,7 em uma escala de um a cinco em relação às oito dimensões básicas do fenômeno. Isso sugere um terreno fértil para a proliferação de lideranças populistas no país.
Os resultados também apontaram para um aumento significativo na polarização ideológica, que saltou de 5,4 para 7,7 em uma escala de 10 nos últimos sete anos. Esse clima polarizado, combinado com a desconfiança generalizada nos partidos políticos e no funcionamento da democracia, cria um ambiente propício para o crescimento de alternativas populistas. A pesquisa indicou que 63% dos entrevistados acreditam que as diferenças entre a elite política e os cidadãos são mais amplas do que entre os próprios cidadãos.
Além disso, o estudo destacou a ascensão do Partido Republicano, liderado por José Antonio Kast, como uma força política emergente no Chile. Kast é visto como a figura mais relevante da oposição por 38,5% dos entrevistados, enquanto o Partido Republicano é considerado o partido de oposição mais importante por 51% dos participantes da pesquisa. Esses dados refletem uma mudança significativa no cenário político chileno, com implicações profundas para as futuras eleições presidenciais e para a estabilidade democrática do país.
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