Bananeiros do Paraguai e da Bolívia disseram basta à Argentina. Com mais de US$ 20 milhões a receber dos argentinos, os fornecedores da fruta desses dois países decidiram suspender as exportações e, a partir dessa semana, caminhões não vão mais cruzar a fronteira.
A medida foi acompanhada por um protesto. Em Assunção, bananeiros paraguaios fizeram um “bananaço” na última semana em frente à Embaixada da Argentina. Aos motoristas e pedestres, os cachos que deveriam estar nos supermercados em Buenos Aires, Córdoba e Mendonza eram distribuídos gratuitamente.
A Câmara Paraguaia de Banana e Abacaxi (Capabap) estima que compradores argentinos devem mais de US$ 10 milhões por frutas exportadas, mas não pagas. A mesma situação acontece na Bolívia, onde a dívida somaria valor semelhante.
Do Paraguai, anualmente cerca de 3.200 caminhões cruzam a fronteira por ano para entregar bananas ao mercado argentino. O plantio e comercialização da fruta emprega cerca de 2.500 famílias paraguaias e dá cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos, estima a Capabap.
A falta de pagamento aos bananeiros é apenas uma amostra da dificuldade do comércio exterior da Argentina na atual crise que tem alta inflação e falta de dólares.
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