O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, fez um apelo nesta quinta-feira para que haja mudanças na lei sobre terrorismo (Lei 13.260/2016) com o objetivo de ampliar a definição de terrorismo e enquadrar as facções criminosas como organizações terroristas. Isso permitiria a aplicação de medidas mais rigorosas para enfraquecer financeiramente essas organizações.
Dino argumentou que, ao falar sobre terrorismo, muitas vezes nos concentramos em organizações globais envolvidas na disputa geopolítica por recursos como água, energia e território, que também podem atuar no Brasil.
No entanto, ele destacou a importância de considerar o domínio do território por milícias e facções que operam, principalmente no Rio de Janeiro, como um ato de terrorismo. O ministro enfatizou que a estratégia central do Brasil para combater a criminalidade organizada deve ser o fechamento das fontes de financiamento dessas organizações.
Ele argumentou que esse é o caminho eficaz e não soluções como aumentar infinitamente o contingente policial, que é fiscalmente inviável, ou recorrer a medidas superficiais, como tiroteios nas ruas, que não são soluções reais para erradicar o crime organizado e o que ele descreve como "terrorismo amplo" no Brasil. A segurança e a paz que os cidadãos brasileiros merecem, de acordo com Dino, devem ser garantidas através de estratégias mais eficazes.
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