Os alunos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (PPGAS/Ufam) cobram da reitoria da instituição soluções para uma série de demandas do Programa. Entre as dificuldades, é questionada a falta de servidores para atuar na secretaria do curso e de um local definitivo para o programa se instalar, situação que era realidade desde o início da pandemia.
Uma comitiva deve se reunir com o reitor da Ufam, professor doutor Sylvio Mário Puga Ferreira nesta terça-feira (22).
De acordo com os alunos, em nota, o PPGAS foi constituído em 2007, atendendo a uma demanda de formação em Antropologia na região Norte do país. Seus docentes somam 19 pesquisadores de renome, inclusive com visibilidade internacional, e uma vasta gama de produção científica. O programa se destacou em 2010 como o primeiro curso de Pós-Graduação em Antropologia no Brasil a aderir à política de ação afirmativa, assegurando vagas para Povos Indígenas e tornando-se referência para outros programas no país.
“Por sua importância para a formação em Ciências Sociais na Amazônia, os discentes consideram insustentável a situação na qual o PPGAS se encontra. Sem lugar permanente, o Programa teve que deslocar toda a sua estrutura pelo menos três vezes desde 2017, tendo até equipamento furtado nesse processo. Nos últimos meses, o prédio onde funcionava a biblioteca do minicampus foi destinado ao Programa, mas mais uma vez de forma provisória e ainda sem as adaptações necessárias para o seu funcionamento pleno”, diz a nota.
Ainda segundo os alunos, desde 2020 a secretaria do PPGAS ficou e permanece sem Técnico Administrativo, o que tem trazido uma série de complicações para a vida dos/as discentes e dos/as docentes, como problemas com matrículas; dificuldades na comunicação entre a administração do Programa e os discentes; na emissão de diplomas; no recebimento de bolsas de estudo por alunos/as; entre muitos outros.
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