A região da várzea do rio Amazonas, perto de Santarém (PA), enfrenta uma tragédia ambiental com uma mortandade em massa de peixes, afetando diversas espécies, incluindo as mais resistentes, como o pirarucu. O fenômeno, que começou em 11 de novembro na comunidade Igarapé do Costa, também atingiu jacarés, tartarugas e arraias, além de provocar a proliferação de urubus e garças, atraídos pelo cheiro das carcaças. Estima-se que entre 15 e 20 toneladas de peixes tenham morrido na área.
A causa provável da mortandade é um choque térmico causado por uma chuva que elevou a temperatura da água a 32°C, quando o ideal seria 28°C, reduzindo o oxigênio e afetando a sobrevivência das espécies aquáticas. A seca extrema na região, agravada pela falta de chuvas e desaparecimento de igarapés e lagos, dificultou ainda mais a situação, com a água nos cursos d’água reduzida a filetes. A comunidade local, que depende da pesca, está desesperada e sem apoio efetivo das autoridades.
Embora os biólogos sugiram que o fenômeno tenha sido causado pela elevação da temperatura das águas, ainda não há conclusões definitivas sobre as causas. A comunidade aguarda ajuda, mas até o momento recebeu apenas um auxílio emergencial considerado insuficiente para lidar com a devastação. A situação continua a se agravar, com a perda de recursos naturais essenciais à sobrevivência dos ribeirinhos e um cenário de inação dos governos municipal, estadual e federal.
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