A crescente imprevisibilidade do governo dos Estados Unidos, especialmente sob Donald Trump, tem levado potências como Alemanha, Polônia, Coreia do Sul e Japão a reavaliar suas estratégias de defesa nuclear. Com receio da confiabilidade do “guarda-chuva nuclear” americano, esses países agora debatem abertamente a possibilidade de desenvolver armas nucleares ou estabelecer novos acordos de compartilhamento nuclear, segundo o Financial Times
Na Europa, a Alemanha discute se deve desenvolver sua própria capacidade nuclear, enquanto a Polônia, sob liderança de Donald Tusk, considera um possível compartilhamento nuclear com a França. Já na Ásia, a Coreia do Sul avalia tornar-se um Estado de “limiar nuclear”, capaz de construir armas rapidamente, caso necessário. O Japão, apesar de sua Constituição pacifista, mantém estoques estratégicos de plutônio, o que poderia permitir a produção de ogivas nucleares em poucos meses.
Especialistas apontam que, embora a criação de arsenais nucleares ainda seja improvável no curto prazo, o debate reflete um cenário de crescente insegurança global. Para muitos desses países, possuir suas próprias armas atômicas deixou de ser um tabu e passou a ser uma opção considerada diante das ameaças regionais e da incerteza sobre o apoio dos EUA.
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