Mais de 200 agricultores e agricultoras familiares da Amazônia Legal começaram a receber esta semana os primeiros pagamentos do Projeto Floresta+ Amazônia, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que valoriza quem conserva a vegetação nativa. No total, R$ 2,2 milhões foram repassados a 217 provedores de serviços ambientais, responsáveis pela preservação de quase 12 mil hectares de floresta. Os incentivos variam de R$ 1,5 mil a R$ 28 mil, de acordo com o perfil do imóvel e a área protegida.
O estado do Pará lidera em número de beneficiários, com 141 agricultores e cerca de 6 mil hectares conservados. No Amazonas, 32 agricultores também foram contemplados, representando quase 3 mil hectares de floresta mantida em pé. Para participar, é necessário ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e firmar um termo de adesão ao programa. A seleção é baseada em critérios técnicos e o cumprimento das obrigações é monitorado por imagens de satélite e sistemas oficiais de controle ambiental.
Para o secretário de Controle do Desmatamento do MMA, André Lima, a medida alia dignidade à conservação: “Conservar a floresta é um trabalho essencial à vida e ao futuro do país”. Histórias como a de Rayana Xavier, agricultora do Marajó, mostram como o PSA tem mudado realidades: com os recursos, sua família pôde melhorar estruturas produtivas e ampliar o sustento sem desmatar. O projeto segue com inscrições abertas até dezembro e novos pagamentos serão feitos nos próximos meses.
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