Como você já deve ter notado, a maioria das joias é feita de metais preciosos, enquanto outras são o resultado da lapidação de pedras brutas encontradas enterradas na natureza. No entanto, as pérolas são encontradas dentro de um ser vivo, mais precisamente, uma ostra.
As ostras são categorizadas como moluscos bivalves. Isso significa que suas conchas são constituídas por duas partes, também chamadas de válvulas, sendo que ambas as partes são mantidas unidas graças a um ligamento elástico. Tal ligamento está posicionado bem onde as válvulas da ostra se unem e, geralmente, faz com que elas se mantenham abertas para que o animal possa se alimentar.
E, visto que são moluscos, a maneira que a ostra usa para se alimentar é bebendo água, usando suas brânquias para filtrar os nutrientes de que precisa para sobreviver. Após serem ingeridos, esses nutrientes vão parar no estômago do animal para serem digeridos. O excesso de água é expulso de seu interior pela concha.
As pérolas produzidas por mexilhões-de-água-doce e ostras marinhas surgem a partir de uma reação defensiva do animal contra algo irritante, como um parasita que possa entrar em sua concha, pedaços de rochas, um simples grão de areia ou danos causados ao seu corpo sensível.
Quando situações, a exemplo das citadas, acontecem, a ostra começa a secretar lentamente camadas de duas substâncias que também fazem parte de sua concha: a conchiolina e a aragonita.
Esse processo, então, cria um material chamado nácar ou, como é mais popularmente conhecido, madrepérola. E é aqui que está a grande sacada da ostra: a madrepérola envolve o invasor irritante, protegendo o molusco. O resultado é o que conhecemos como pérola.
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