Em 1961, a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética atingia seu ponto de ebulição. No começo daquele ano, os americanos sabiam que os soviéticos, após fazer testes com animais no espaço, preparavam o primeiro voo tripulado por um ser humano para chegar à órbita da Terra, e voltar de forma segura.
O projeto Mercury, da NASA, tentou recuperar o tempo perdido, mas não havia ainda segurança para enviar um astronauta humano, antes que o programa espacial secreto soviético mandasse o deles.
A solução foi enviar um chimpanzé, depois batizado de Ham, na missão.
Após seu controverso treinamento, o chimpanzé foi equipado com sensores para monitorar suas funções vitais, amarrado à cadeira biopack, e embarcado no foguete Mercury-Redstone 2.
Após decolar, em 31 de janeiro de 1961, a uma velocidade de 9,4 mil km/h, Ham chegou a uma altitude de 253 km acima da Terra, número bem superior ao que a NASA previra, devido à perda de pressão do ar na cápsula, causada por uma rachadura. Menos de 17 minutos depois, Ham pousou a 212 km do local previsto para o resgate, no Oceano Atlântico, só sendo resgatado muitas horas depois. Depois disso, virou celebridade mundial, foi capa da revista LIFE e virou filme, até se aposentar e passar a viver no National Zoo, em Washington
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