O aquecimento das águas dos oceanos está impactando diretamente a vida marinha, especialmente espécies como o atum-rabilho, cuja espécie já foi arrematada por US$ 3,1 milhões (cerca de R$ 18,7 milhões), num leilão em Tóquio em 2019 e se tornou o peixe mais caro da história. Essas espécies de peixes migram para áreas mais frias em busca de sobrevivência. Apesar da recuperação recente da população, especialistas alertam que o risco de extinção permanece.
Para a cientista Glaser, políticas e regulamentações mais sustentáveis são cruciais para permitir que os peixes se adaptem às mudanças climáticas. Espécies de vida longa, como o atum-rabilho, enfrentam mais desafios para se ajustar às alterações climáticas devido ao seu ciclo reprodutivo lento, enquanto peixes menores, como sardinhas e anchovas, conseguem reagir mais rapidamente por se reproduzirem com maior frequência.
Mesmo diante das dificuldades, Glaser mantém um tom esperançoso, destacando os avanços científicos no monitoramento e proteção da população de atum-rabilho em nível global. “Estamos vendo progressos importantes, e isso me dá esperança”, concluiu a especialista, reforçando a necessidade de ações coletivas para preservar a espécie.
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