Com o tempo, o corpo perde a "resiliência fisiológica", (capacidade de recuperação), que um dia teve nos seus tempos mais jovens. Segundo um estudo publicado este ano na Nature Communications, isto é suficiente para limitar a nossa duração de vida a um máximo de 120 a 150 anos.
O investigador responsável pelo referido estudo, Timothy Pyrkov, faz parte de uma empresa de biotecnologia baseada em Singapura chamada Gero. O objetivo dele é "hackear doenças complexas e envelhecimento". Para esta análise longitudinal, Gero colaborou com o Roswell Park Comprehensive Cancer Center em Buffalo, Nova Iorque, e estudou grandes grupos de pessoas dos EUA, Reino Unido e Rússia.
Os investigadores descobriram que as células sanguíneas podem permanecer constantes se não houver interrupções periódicas sob a forma de contratempos na saúde. Deste facto, conclui-se que o problema não é um declínio constante com a idade, mas uma série de declínios que fazem com que o corpo não possa regressar ao seu nível de saúde anterior.
Digamos que, quando se é mais novo, o corpo pode recuperar 100% de uma constipação ou cicatrizar totalmente após uma queda. À medida que envelhece, a sua capacidade de recuperar a saúde pode ser inibida até um máximo de 95%. E com o tempo, à medida que o corpo enfrenta repetidos obstáculos, essa capacidade de recuperação continua a diminuir.
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