Quarenta e um trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão durante três fiscalizações realizadas em obras da construção civil e em um canil de Manaus, entre 6 e 19 de agosto. As equipes encontram jornadas exaustivas, condições degradantes, falta de registro e situações que colocavam a saúde e a segurança dos trabalhadores em risco.
Em uma das obras, 16 trabalhadores são encontrados sem registro formal, com o portão do canteiro trancado e sem possibilidade de saída livre. Eles trabalham a mais de 10 metros de altura sem equipamentos adequados contra quedas, utilizam andaimes irregulares e ficam expostos a instalações elétricas improvisadas. O único banheiro do local permanece em uma área aberta, sem paredes, cobertura ou estrutura adequada.
Em outra fiscalização, 24 pedreiros são encontrados cumprindo jornadas superiores a 24 horas durante a construção de um galpão. Alguns relatam ter acumulado até 150 horas extras em um único mês e ter apenas cerca de 20 minutos de intervalo para alimentação. A empresa também aplica suspensões com descontos nos salários e apresenta resistência em custear o retorno dos trabalhadores aos municípios de origem.
No terceiro caso, uma trabalhadora de um canil é resgatada após ser encontrada sem registro e morando no próprio local de trabalho. Ela recebe cerca de R$ 800 por mês e cumpre jornadas de até 18 horas por dia, realizando atividades como limpeza, alimentação e cuidados com os animais. A operação é realizada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal.
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