Uma fuzilaria sem trégua. Assim começou o amanhecer do dia 16 de dezembro de 1976, na cidade de São Paulo. Na casa número 767 localizada na Rua Pio XI, bairro da Lapa, utilizada por membros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para reuniões clandestinas. O Comitê Central estava reunido no local para realizar um balanço político da recém-derrotada Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência armada organizado pelo partido no sul do Pará.
Na madrugada do dia 16, após o fim da reunião, a residência foi cercada e metralhada pela polícia. Os militantes que já haviam deixado o local foram sucessivamente presos e encaminhados ao DOI-Codi/SP. Dois dos dirigentes que ainda se encontravam na casa no momento da invasão, Ângelo Arroyo e Pedro Pomar, morreram na hora, sem qualquer direito de defesa. Entre os militantes presos, João Batista Drummond foi morto sob torturas.
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