Uma carta aberta assinada por 154 organizações sociais brasileiras foi entregue à delegação oficial do país que participará da 16ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP16), em Cali, Colômbia. O documento reúne denúncias sobre processos que afetam a biodiversidade brasileira e propõe soluções socioambientais justas. O foco é a defesa de territórios de povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares, essenciais para a preservação dos ecossistemas.
Segundo Jaqueline Andrade, da ONG Terra de Direitos, a carta foi resultado de um debate amplo com as entidades e reflete as principais demandas das comunidades tradicionais. Os temas abordados incluem a conservação de florestas, solos e oceanos, bem como a proteção de territórios de pescadores e agricultores. A carta também denuncia legislações recentes, como a flexibilização do uso de agrotóxicos e a tese do Marco Temporal, que são consideradas ameaças à biodiversidade e aos territórios tradicionais.
Além das denúncias, o documento faz recomendações para cessar esses processos prejudiciais e construir uma estrutura mais forte de proteção ambiental, com base na agroecologia e políticas públicas. As organizações esperam que o governo brasileiro atualize a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade, alinhando as metas com as reivindicações dos povos e comunidades tradicionais.
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