Em muitas culturas ao redor do mundo, a tradição de consumir peixe na Sexta-Feira Santa é profundamente enraizada. Mas por que, em um dia tão significativo para a fé cristã, o peixe ganha destaque nas mesas? A resposta remonta a uma série de razões históricas, culturais e religiosas que moldaram essa prática ao longo dos séculos. O ONJornal trouxe um pouco dessa história, confira a seguir.
Historicamente, a proibição de comer carne vermelha na Sexta-Feira Santa tem suas raízes na tradição cristã, que remonta à Idade Média. Esta prática está ligada ao simbolismo religioso do dia, que marca a crucificação de Jesus Cristo. A abstenção de carne vermelha é vista como um gesto de penitência e sacrifício, refletindo a própria abstinência e sofrimento de Cristo.
Além disso, o peixe tornou-se um símbolo cristão desde os primeiros tempos da religião, associado aos milagres de Jesus envolvendo pescaria e multiplicação de pães e peixes. Como resultado, o peixe foi escolhido como uma alternativa à carne vermelha durante os dias de jejum e abstinência, incluindo a Sexta-Feira Santa, para honrar essas tradições religiosas.
Em muitas comunidades cristãs antigas, especialmente aquelas localizadas longe do mar, o peixe era considerado um alimento mais acessível e disponível do que a carne vermelha.
Com isso, a tradição de comer peixe na Sexta-Feira Santa é uma fusão de simbolismo religioso, história cultural e prática culinária. Para muitos, é mais do que apenas uma refeição; é uma maneira de honrar a fé, a tradição e o sacrifício associados a este dia sagrado no calendário cristão.
Por Yuri Andrade
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