A empresa do “Grupo Marquise Ambiental” iniciou um projeto inovador em Manaus com o objetivo de produzir biometano a partir de resíduos sólidos. A empresa construiu um centro de tratamento de lixo a 40 km da capital, visando processar os resíduos descartados em lixões e gerar gás para ser integrado à rede de distribuição de Manaus.
A companhia busca obter uma licença da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para operar o projeto e está negociando com a Cigás (Companhia de Gás do Amazonas) para fornecer o biometano dentro de dois anos. No entanto, o principal obstáculo está na negociação com a Prefeitura de Manaus para o recolhimento dos resíduos, que geraria um custo de R$ 50 milhões anuais.
Apesar das vantagens ambientais e econômicas do projeto, como o processamento sustentável de 70% dos resíduos do estado, a operação enfrenta dificuldades devido à prorrogação do aterro sanitário até 2028. A Prefeitura de Manaus ainda não firmou parceria com a Marquise Ambiental para viabilizar o novo centro de tratamento.
Por: Andreia Fernandes
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