A autocracia de Vladimir Putin. A Vigilância estatal de Xi Jinping. O ultranacionalista de Narendra Modi. O militarismo de Jair Bolsonaro. O autoritarismo parece estar esculpindo um busto soberbo e sisudo do BRICS, agrupamento econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e, desde 2011, África do Sul.
A cúpula surgiu em 2009, como uma resposta à crise global do ano anterior. Mas, se à época havia uma expectativa de que os Estados-membros contestariam a ordem econômica hegemônica de EUA e Europa, hoje, as nações emergentes também são lembradas por abusos contra os direitos humanos e trocas de farpas com diversos países do mundo – particularmente da parte de Moscou e Beijing. E até entre si, como é o caso de Brasil e China, parceiros de longa data que tiveram rusgas em meio à pandemia.
Suas populações, que somadas chegam a 3 bilhões, apesar de avanços notáveis – a China superou os EUA e está no segundo um relatório da empresa de consultoria empresarial norte-americana McKinsey & Co. sobre a classificação global da riqueza –, também sofrem com a repressão imposta por seus líderes. E, agora, com uma guerra que coloca o mundo em alerta.
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