No ano passado, o índice de preços de alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais dos preços internacionais das commodities alimentares comumente negociadas, teve média de 143,7 pontos, 14,3% acima do valor médio de 2021. Trata-se da maior variação já registrada desde que o índice foi estabelecido.
Apesar do aumento recorde, a agência celebrou os bons números do mês de dezembro, quando a variação foi 1% menor que a do mesmo mês no ano anterior. “Os preços mais calmos das commodities alimentares são bem-vindos após dois anos muito voláteis”, disse o economista-chefe da FAO, Maximo Torero.
O principal motivo por trás do aumento do preço foi a guerra, que chegou a interromper o comércio de alimentos pelo Mar Negro. Juntas, Ucrânia e Rússia produzem quase 30% de todo o trigo comercializado no mundo e são responsáveis por cerca de 12% de todas as calorias consumidas globalmente.